Sovando Um Pelego

Luiz Marenco

 Luiz Marenco Compositor: Luiz Marenco
Tom: F
		

F C7 F C7 F C7 F C7 F C7

         F              A#º                F
Ando por aí, sovando um pelego, sobre um arreio
                                          C7
bancando no freio o que a vida toda me der costado

só pelo gosto de querer meu mundo inteiro

no entreveiro, das quetro patas do meu gateado.


Eu busco um rumo que toda a vida outros seguiram...

-De onde partiram, pra onde foram, nem sabe Deus?

Eu vou por onde a minha alma "topá a parada"

invento a estrada, se não der certo, "quem sabe é eu"..


Saber da vida, é pra quem tem tempo e sabedoria

conforme o dia, deixo que a sorte mostre a verdade

levo da estrada, só o que a poeira pra mim deixou

pra onde vou, não vale a pena levar saudades.


Quem tem a alma, feita de estradas e coisas boas

não anda á toa, nem traz "nos tento" laço emendado

estende a armada de toda trança, volta e rodilha

e da presilha, enxerga o pealo, lá do outro lado.


Eu sou assim, de lua e sol e de ventania

na rebeldia de um potro que "inda" se amansa

num dia desses, quando o setembro puxar do queixo

de certo deixo, de ser estrada, pra ser lembrança.


De vez em quando, quando a estrada pede pousada

numa aguada, eu desencilho, pingo e sossego

é só um mate, jujos pra alma, pouca demora

e estrada fora, sigo na vida, sovando um pelego.
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Composição: Luiz Marenco
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Contribuição: Edu Saragozo
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