No sábado, 15 de março, os americanos do Interpol se apresentaram em Belo Horizonte, no Chevrolet Hall.
Conforme havia sido anunciado, o Pato Fu abriu o show. Também esperados pelo público, os mineiros fizeram um show informal, empolgado e, inusitadamente, com as luzes da casa acesas.
Logo ao entrar no palco, às 22 horas, a vocalista Fernanda Takai, aparentemente irritada avisou que o show seria feito às claras por problemas técnicos, sem dar detalhes. O "problema" que obrigou a banda a se apresentar assim foi um desentendimento com o técnico de luz do Interpol. A mesa de luz usada pela banda americana é rara e, no Brasil, existe apenas uma disponível no mercado, portanto, o profissional do Interpol (que estava trabalhando com o aparelho) não permitiu que o Pato Fu fizesse uso do equipamento. Mesmo com o desentendimento, a apresentação animou a casa, que não estava muito cheia.
Às 23 horas, o Interpol, enfim, subiu ao palco com Pioneer to the Falls. Com base no disco mais recente, Our love to Admire, a banda apresentou um rock obscuro e intenso.
Com iluminação baseada em cores fortes e com jogos entre sombra e luz, o show foi direto, sem muito papo, apenas com um ou outro "obrigado" (em português mesmo) ou "thank you" do vocalista Paul Banks. Daniel Kessler, guitarrista, era o mais animado, e fez uma performance inquieta, quase hiperativa.
Entre um cigarro e outro, os músicos executaram músicas como Obstacle 1, Mammoth, No I In Threesome, Length of Love, Slow hands, Rest my chemistry e a calma Lighthouse.
Com aproximadamente uma hora e meia de show, o Interpol surpreendeu todo o público de Belo Horizonte. As faixas NYC, Stella e PDA encerraram a noite.
A apresentação foi a última da turnê da banda pelo Brasil. O grupo passou antes pelo Rio de Janeiro e por São Paulo na mesma semana.