No Porto Saindo ao nascer do sol Mares são vidros flutuantes As marés estavam se transformando em tempestade Os ventos estavam se movendo rápido Mulheres aguardando no porto Silenciosamente aguardam em volta Tempestades avançam mais um dia Pois homens o mar encontrou Pescadores estendendo as redes Os barris espalham as iscas Os avisos das gaivotas ecoam pelos arredores Ventos que não podiam esperar Pessoas aglomeradas no porto Aguardando pela maré Olhos meio fechados contra o borrifo E lágrimas que não conseguem esconder Refrão: Sombras caem no porto Mulheres aguardam em volta Tempestades avançam por outro caminho Pois homens o mar afogou Os cascos estavam rangendo destruindo as velas Chuva caindo como granizo Os oleados batendo, convés lavados Se abaixando, virando de costas Trovão ressoando no porto Mulheres atraídas pelo medo Se aglomeram para esperar a hora E rezam que os céus limpem Ventos uivantes e as ondas agitadas Racham sobre os barcos E separados da segurança, separados da vida Homens com pouca esperança Ecos assustadores no porto Suspiros de morte Mulheres chorando segurando as mãos Daqueles que ainda lhes restam