Nessa Rua

3 um Só

Composição de: Bozzo / Diey Pitalurgh
A fé ultrapassa os limites vou na minha irmão, sem duvida 
sou ó perifa a milhão na banca só sangue bom chapa o côcô 
ta bom firma só a idéia quem gostou bagunço os cu que me vê
 na rua com as mina se pa, inveja mata mais dessa vez não 
vai matar potoqueiro por toda favela aqui tem de monte 
pelas atitudes há eu sei não se esconde, faz a sua doidão e
 deixa a minha, sem desandar ando sempre na linha, eu nunca
 deixei falhas pra comedia vim tirar, subir nas minhas 
costas e dizer que não da nada, hou nem me conhece o jhow, 
vê se me esquece na favela com os irmãos meu respeito 
prevalece, o só pé de pano que jhow, nunca precisou o que 
eu quero eu obtenho na fé e com amor moro, mesmo que seja 
pra satisfazer um irmão no olhar um brilho intenso, na 
garagem um Opalão pelos meus, pelos seus, pelos que vier 
irmão pelo bem, pelo amor eu sou perifa a milhão, e não 
importa se o mundão aqui não deu resposta, pois muitos por 
aqui acreditam numa nota, irmão veja só esse mundo aqui é 
triste (mas o povo vai ter paz) perai quem foi que disse 
há, vejo os moleque lá na quina se armando e as menininhas 
de treze já tão engravidando, o Deus olha pra nóis toma 
conta disso aqui pois eu já nem sei o que se espera de mim,
 olhe pelas crianças Caíque, Alexandra, Ian meu afilhado e 
a senhora Dona Vanda, com o sentimento puro eu prossigo a 
minha fé, meio que louco no escuro mais sem medo assim que 
é. Graças a Deus o meu sonho aqui se concretiza dos becos 
para o mundo o meu disco, a minha vida meu objetivo, e 
minha fonte de inspiração, o dom que eu conquistei 
exercendo a missão.

(Refrão)
Os calos não são sábios, mas capazes de ensinar alguém. 
Nessa rua, nessa rua.
E quem já foi tirado, aprendeu a não tirar ninguém. Nessa 
rua, nessa rua.
Quem também chorou nessa rua quer sorrir também. Nessa rua,
 nessa rua.
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Não basta ler a bíblia, tem que saber consagrar o amém. 
Nessa rua, nessa rua.

Humildade, trabalho e força de vontade o mano sobrevive com
 a cara e a coragem adquirindo respeito e conceito pela 
cidade a vida é desse jeito hum, melhor passagem e continuo
 os passos pela estrada sem gloria o crime é mesmo foda né 
e sem volta, irmão eu só lamento por que Deus sabe o que 
faz a minha cota eu mesmo corro atrás, pois é sem pisar no 
calco de alguém vou levando olhando pros lados porque sou 
um tal Zé ninguém, a minha vida eu mesmo trilho com rosas, 
espinhos seja onde for to com Deus nunca sozinho, o brilho 
fosco da lua azul, ilumina meu habitat normal, natural lá 
do sul veja que é bela as flores singela são da favela, o 
leito onde a guerra impera os pobres lutam por ela, morrer,
 matar, matar pra que? Por quê? Seja onde for a periferia 
vai com você. São tristes recordações da minha infância 
sofrida, meu habitat é a favela, o gueto é minha vida.

(Refrão)
Os calos não são sábios, mas capazes de ensinar alguém. 
Nessa rua, nessa rua.
E quem já foi tirado, aprendeu a não tirar ninguém. Nessa 
rua, nessa rua.
Quem também chorou nessa rua quer sorrir também. Nessa rua,
 nessa rua.
Não basta ler a bíblia, tem que saber consagrar o amém. 
Nessa rua, nessa rua.

O moleque sonhador descalço nos campos de terra no peito a 
honra conquistada nos palcos da favela, quem diria do 
pivete comportado que ouviu o pastor virou vagabundo ao 
invés de doutor. A vida ensina as marcas que o tempo 
revelou da cara de seda do boy, aos calos do catador, 
ilusão na língua azul do menor a infância perdida, a 
inocência vendida salve, salve, as ruas, os barracos de 
madeira, o seu Zé camelo, a senhora lavadeira, tudo, tudo 
que o destino reservou será não adianta a sua ambição vim 
querer mudar a covardia que separa o medo da vitória e faz 
o homem chorar quando chega à derrota do rei ditador de um 
povo já sem força, a esperança a liberdade achada na forca,
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 mundão louco correria, amor, fantasia um abraço pro coroa 
abraço forte seu Josias, cê sabia que o homem dos homens 
foi traído nessa terra, sangrou, nasceu na favela, palmas, 
palmas, pros batuque do tambor, o terreiro de Oxalá, a mãe 
negra Iemanjá, cultura, tradição ou religião de um povo 
sofrido que herdou a escravidão.

(Refrão) (2x)
Os calos não são sábios, mas capazes de ensinar alguém. 
Nessa rua, nessa rua.
E quem já foi tirado, aprendeu a não tirar ninguém. Nessa 
rua, nessa rua.
Quem também chorou nessa rua quer sorrir também. Nessa rua,
 nessa rua.
Não basta ler a bíblia, tem que saber consagrar o amém. 
Nessa rua, nessa rua.
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