Fragmenta-me lentamente Que nem areia nas mãos Custei a perceber, o quão dormente Quando à mercê Da indecisão Destino aleatório, não faz sentido algum Buscar razão em coisas Que levam a lugar nenhum Às vezes ilusório, pensar que é comum Estar predestinado a seguir seus sonhos Preso aqui, em meio a tantas opções Sem decidir, qual das bifurcações Seguir, cálculo os passos e ensejo Convergir, necessidade e desejo Destino sem direção Sem saber onde pisar É como caminhar no escuro E tropeçar E quando levantar, não saber onde está Escolhas não são tão fáceis, quanto quando olhamos pra trás Dizer que se arrependeu do que escolheu é tão banal Tantas histórias que não vou contar Por ter escolhido outras estradas