Do Neolítico o fim, a era da pedra a ceder Um novo fulgor o homem vai tecer Não mais só o cobre, mole e tão frágil Mas a liga bendita, em forno e em cadinho agiu Mistura de cobre e estanho, segredo alcançado Nasce o Bronze, mais forte, mais duro, afiado O metal que domina, a força a crescer Em Três Mil e Trezentos A.C. um novo mundo a florescer É a Era do Bronze, o alvorecer dos reinos Com armas mais fortes e destinos plenos Os carros de guerra a girar na Batalha Do Egito à China, a história se espalha As rotas de estanho, longas a traçar O comércio de luxo a nos ligar Micenas e Tebas, a epopeia a cantar Com heróis e deuses a nos guiar Na Mesopotâmia, o rei a legislar Hamurabi em pedra, a ordem a ditar Hititas e Hati, com vários reinados a espreitar Mas o Bronze é o trono, a riqueza no altar Civilizações florescem, em solo fértil e quente Do Nilo ao Indo, o poder central e eloquente Fortalezas de pedra, muralhas a erguer Para o nobre e o plebeu, um novo viver É a Era do Bronze, o alvorecer dos reinos Com armas mais fortes e destinos plenos Os carros de guerra a girar na Batalha Do Egito à China, a história se espalha As rotas de estanho, longas a traçar O comércio de luxo a nos ligar Micenas e Tebas, a epopeia a cantar Com heróis e deuses a nos guiar Mas o fio da história, um dia se quebrou Um ciclo de caos que o mundo abalou Secas e fomes, a guerra a rondar Os Povos do Mar vieram para saquear O comércio parou, a rota secou Os grandes palácios, o fogo alcançou De Ugarit há mais cenas, a destruição Silêncio e poeira, a desagregação É a Era do Bronze, o alvorecer dos reinos Com armas mais fortes e destinos plenos Os carros de guerra a girar na Batalha Do Egito à China, a história se espalha As rotas de estanho, longas a traçar O comércio de luxo a nos ligar Micenas e Tebas, a epopeia a cantar Com heróis e deuses a nos guiar Heróis e deuses a nos guiar