Escombro alaranjado Cobre áureo inócuo rosáceo Roubado de um sonho irrisório Vínculo infestado de zinco Encorpado nos trincos formado de couro Coroado no tempo pro passado ilusório Como ontem eu ouvia tua valsa E sentia na tua imagem parceria E o contrato que eu não atendia Não assinava e nem você, nem você, conseguia Você queria a calmaria, desejo que eu não entendia Não escutava, só limitava sentidos Versos perdidos em brandas alegrias Que só passam quando vencidas em histórias Da carne presa ao mar Numa parte que se perde em tom de alga Outra parte que se seca enquanto salga Outro dia procurava outra sorte que me prendesse à tua voz Mas eu não vou render-me a trégua À luz da tua fábula, tua pálpebra comedida Tua falsa companhia, tua feroz mordida Tua razão mentira Dispare sensação que desperta Inverdades em saborosa neurose Aferra-me os dentes e me seca Essa realidade descoberta Que remaquina ontem Você vai, você vai, você vai, aonde Tanto faz, tanto faz, tanto faz, se esconde Você vai, você vai, você vai: Me conte Tanto faz, tanto faz, tanto faz, me esconde E distrai e distrai e distrai, aos montes Me distrai me distrai me distrai, se esconde Dispare lástima Sequestra meu raciocínio Contorna o caminho lógico Arrasta o corpo sobre os ombros Range em meus nervos que gastam Como se só houvesse lágrima Mácula Fossa Rebarba Infecunda Inexata Mágoa