Na estrada da noite Segui, leve sem chão Dois caminhos seguindo Sem medo nem peso Ele seguia na frente Eu seguia o seu jeito Até a esquina do mundo Onde o destino fez trecho Ele virou à direita, eu pensei Vai ser nosso Mas era uma busca antiga Um nome no peito natálí! Ele me perguntou Onde está Natálí? Vamos alí? Na parada de ônibus, o tempo parou Muita gente olhando em volta E eu invisível pairando, alí Uh, oh, e eu vi o amado, brilhar! Natálí, alí, era o altar! Natálí, alí, era o altar! Uma luz que ele carregou, sem me contar Sorri de longe, sem poder tocar Sorri de longe, tentando me calar Sorri de longe, sem poder tocar Ai aí aí! Aí, ai áh! Felicidade alheia! Também é lugar! Amor que não grita, se basta em calar Às vezes amar, é deixar o outro chegar! Desceu do ônibus, uma força calma Cabelos de história, olhos que acolhem a alma Ele tremeu o mundo, abraçou a sua saga E eu, na sombra discreta Entendi que a jornada Não era minha era dele E estava tudo bem Porque o amor que não sufoca É o que mais, se sustenta Quantas natálís existem por aí? Quantos sonhos não são pra mim? Mas hoje eu canto pro mundo ouvir Amar não é ter é deixar partir Úúh, ôoh, e eu vi o amado brilhar! Natálí, alí, era o altar! Natálí, alí, era o altar! Uma luz que ele carregou, sem me contar Sorri de longe, sem poder tocar Sorri de longe, tentando me calar Sorri de longe, sem poder tocar Ai aí aí! Aí, ai áh! Felicidade alheia! Também é lugar! Amor que não grita, se basta em calar Às vezes amar, é deixar o outro chegar!