O metal range antes da luz bater O que resta da alma é o que não se pode ver O pulso acelera no ritmo da engrenagem Não há chegada, apenas a passagem O asfalto morde o que o ferro não moeu Onde termina o mundo e onde começo eu É o som da carne contra o concreto Um eco mudo sob o teto aberto Não há saída, só um movimento Sobreviver é o único monumento Respira o ar Aceita o peso Mantém o passo Gasta o tempo É o som da carne contra o concreto Um eco denso sob o teto aberto Não há saída, o sangue é o cimento Continuar é o único monumento Sente o impacto, move o corpo Guarda o grito, foca no centro É o som da carne Contra o concreto Um eco eterno sob o teto aberto Não há saída, o silêncio é o momento Pertencer é o único monumento O amanhã é o hoje, presente