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Biografia de Cazuza: 5 fases da vida de um artista exagerado

Para falar da biografia de Cazuza, é preciso lembrar que, se estivesse vivo, ele completaria, neste mês de abril, 64 anos de uma vida intensa. Nesse sentido, a carreira de um dos maiores nomes do rock nacional foi repleta de rebeldia, polêmicas e, claro, poesia em cada detalhe. 

Cazuza cantando em show
Cazuza foi símbolo da música brasileira e se firmou como um dos maiores artistas da história do país (Foto/Reprodução/Internet)

Assim, seu legado, construído em música e atitudes irreverentes que influenciaram os anos 80, segue firme mesmo após 32 anos de seu falecimento. Por isso, listamos 5 momentos que marcaram a vida do cantor, compositor, letrista e poeta de uma geração. 

Vem com a gente?

5 momentos marcantes da biografia de Cazuza

O falecimento por complicações da AIDS, as brigas com o Barão, a carreira solo e as capas controversas de revistas estiveram lado a lado com suas canções de sucesso. Embora breve, a biografia de Cazuza é marcante assim como os seus 32 anos vividos.

Então, relembre conosco alguns fatos que contribuíram para o seu sucesso e sua expressividade!

1. Um nome, um destino

Nem Caju, nem Cazuza. O seu nome mesmo era Agenor de Miranda Neto, filho do produtor fonográfico João Araújo e da cantora Lucinha Araújo. Logo, o contato com o meio artístico e musical aconteceu desde muito cedo, em berço familiar. 

Mas, mesmo antes de nascer, o apelido Cazuza selava seu destino. Pois, em uma família que tinha a maioria mulheres, seu pai já previa a vinda de um menino. Menino esse que seria um cazuza, ou seja, um moleque, como dito no Nordeste.

Como resultado disso, a satisfação com o nome de batismo veio mesmo após o cantor saber que Cartola também tinha nome semelhante ao seu, Angenor. Era ou não era o destino?

2. Poderoso e notável: um verdadeiro barão

Convidado para substituir Léo Jaime em uma nova banda de rock, Cazuza entrou para a formação que viria a ser conhecida como Barão Vermelho. Assim, com composições divididas entre ele e Frejat, criaram repertório próprio e gravaram seu primeiro álbum, homônimo à banda. 

Nesse trabalho, destacam-se algumas canções como Bilhetinho Azul e Down Em Mim, conduzindo o disco para sete mil cópias vendidas. Após alguns shows, a banda retornou às gravações e lançou Barão Vermelho 2, com os sucessos Pro Dia Nascer Feliz e Menina Mimada

Foi nessa mesma época que Caetano Veloso apontou Cazuza como o maior poeta da geração e Ney Matogrosso regravou Pro Dia Nascer Feliz. Aqui, a banda ganhava a vida pública e abandonava o rótulo de “maldita”.

Após ser convidada para a gravação do tema do filme Bete Balanço, o terceiro disco da banda teve suas vendas impulsionadas, conquistando disco de ouro. Assim, Maior Abandonado contém o sucesso de mesmo nome e o hit Por Que a Gente é Assim?.

Ao mesmo tempo em que colhia os frutos dessa fase, o Barão fez uma apresentação histórica na primeira edição do Rock in Rio. Celebrando a eleição de Tancredo e a volta da democracia após a Ditadura Militar, a banda utilizou mais uma vez Pro Dia Nascer Feliz para eternizar o momento. 

Apesar do sucesso, Cazuza deixou a banda para ter mais liberdade de composição e expressão, seguindo em carreira solo nos anos seguintes. 

3. Nem tão solo assim

Composta em parceria com Leoni, Exagerado abria a carreira solo de Cazuza, tornando-se uma de suas marcas registradas. Além dela, a censura vetou a canção Só as Mães São Felizes, e deu gás para a produção de seu segundo álbum, Só Se For A Dois. Do mesmo modo que os demais, o disco continha músicas românticas, como Ritual e O nosso Amor a Gente Inventa.

Enquanto lidava com tratamentos de pneumonia e a descoberta do HIV, Cazuza iniciou as gravações do álbum Ideologia. Tal qual os antecessores, o álbum foi sucesso comercial e revelou músicas que marcaram gerações, como Faz Parte Do Meu Show e Brasil.

Como resultado desse trabalho, Ney Matogrosso produziu uma turnê elaborada, levando-a para todo o Brasil. Assim, as gravações dessa turnê resultaram em produções memoráveis de O Tempo Não Para e arranjos diferenciados para Codinome Beija-Flor

Cazuza continuou gravando mesmo em uma cadeira de rodas, deixando como último álbum Burguesia. O álbum vendeu 250 mil cópias e trouxe à canção Cobaias De Deus o Prêmio Sharp de maneira póstuma. 

4. Quando o tempo parou

Antes de tudo, Cazuza declarou, em 89, que era soropositivo e ajudou na conscientização em relação ao HIV e seus efeitos. Ao mesmo tempo em que lidava com a situação, ele precisou enfrentar a mídia também.

Conforme distribuído nas bancas de todo o país, Cazuza estampou a capa da revista Veja com aparência magra e séria. 

Além do novo aspecto, a publicação continha os dizeres: “Cazuza: Uma vítima da Aids agoniza em praça pública”. Sim, a capa insensível não agradou a ele, sua família ou fãs, gerando alvoroço durante sua circulação.

Apesar dos inúmeros tratamentos alternativos feitos no Brasil e nos Estados Unidos, ele faleceu devido a complicações da doença. Os álbuns Por Aí e O Poeta Está Vivo foram lançados após a sua morte, conquistando discos de platina e ouro.

5. Legado musical e social

As melhores músicas de Cazuza ficaram eternizadas por sua sonoridade, versatilidade e ousadia em falar sobre temas sensíveis, não apenas românticos, mas, sobretudo, políticos. 

Após a sua morte, Cazuza foi creditado em diversas revistas e por diferentes cantores devido à sua irreverência e autenticidade. Assim, em 2008, a Rolling Stone o incluiu na lista dos 100 Maiores Artistas da Música Brasileira, ocupando a 34ª posição. 

Além disso, suas canções foram regravadas em shows de tributo por artistas como Engenheiros do Hawaii, Arnaldo Antunes e Jão. Recentemente, os irmãos Rogério Flausino e Wilson Sideral lançaram um single feito a partir de um poema do carioca, em celebração aos 30 anos de sua partida. 

Nas telas, sua trajetória virou filme biográfico e série documental no Globoplay, Por Toda Minha Vida – Cazuza. No teatro, as peças Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical e Cazas de Cazuza percorreram diversas cidades, mantendo viva a chama de sua obra.

Por outro lado, seus pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza, com foco no cuidado de crianças e jovens soropositivos ou em situação de vulnerabilidade.

Após 30 anos de funcionamento, as atividades se encerraram, contabilizando mais de 300 crianças atendidas. O espaço foi doado à Prefeitura do Rio e transformado em um lugar de assistência social, deixando o nome e a biografia de Cazuza vivas. 

Que tal manter vivo o legado de Cazuza?

Apesar da vida abreviada de maneira tão brutal, é inegável dizer que a biografia de Cazuza ainda se faz presente. Seja pelo estilo de compor, pela presença no palco, seja pela irreverência de abraçar sua personalidade.

Assim, é fácil notar que ele foi um ícone do rock nacional que marcou gerações e reescreveu a história musical do país. Logo, merece ser lembrado ano após ano.

Por isso, que tal compartilhar esse post com seus amigos que também são fãs do artista? Você pode ainda compartilhar com quem você não conhece bem o artista, apresentando sua vida e carreira, gerando novos fãs. 

Juntos, celebramos o seu sucesso e relembramos o seu legado. Viva Cazuza!

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