As afinações alternativas para violão são variações da afinação padrão e mudam as notas das cordas soltas.
A seguir, você vai conhecer algumas dessas afinações e como elas podem aumentar seus conhecimentos no violão.
Conheça 7 afinações alternativas para violão e guitarra
Quando a gente fala em violão, a afinação padrão E – A – D – G – B – E (da corda mais grossa para a mais fina) é a mais conhecida.
Porém, existem outras possibilidades de afinações que mudam o som do instrumento, ajudam a praticar diferentes técnicas e deixam suas músicas com uma cara nova. Vamos conferir?
1. Afinação Eb (Eb – Ab – Db – Gb – Bb – Eb)
No rock, a guitarra costuma ser afinada um semitom abaixo, provocando menos tensão nas cordas. Isso também ajuda a fazer algumas técnicas como os ligados.
Ela também permite usar um calibre de cordas mais pesado, deixando o som ligeiramente mais grave.
Come As You Are, do Nirvana, e Sweet Child O’ Mine, do Guns N’ Roses, são exemplos de músicas com essa afinação.
Caso você queira afinar seu violão em Eb, use o capotraste na 1ª casa.
2. Afinação Tony Iommi (Db – Gb – B – E – Ab – Db)
A afinação Tony Iommi leva o nome do guitarrista do Black Sabbath, que passou a usar essa configuração após perder a ponta de dois dedos em um acidente.
Por ser mais baixa, ela ajudava a reduzir a tensão das cordas, facilitando a pegada e diminuindo o esforço ao tocar.
Na prática, basta deixar a guitarra ou o violão um tom e meio abaixo da afinação padrão. As cordas tendem a ficar soltas, então o ideal é usar as de calibre mais grosso e manter o instrumento bem regulado.
Seu som é mais sombrio e pesado, marca registrada do Black Sabbath. Por isso, escute Supernaut para conhecer mais dessa afinação.
3. Afinação Drop D (D – A – D – G – B – E)
A afinação Drop D é uma das formas mais simples de explorar sons mais graves no violão.
Nela, só é preciso afinar o mizão um tom abaixo. Ao mesmo tempo, você não perde tanto a tensão da corda mizona.
Muito usada no rock, metal e hardcore, a Drop D facilita os famosos power chords, que podem ser tocados com apenas um dedo nas cordas mais graves. Ela também aparece no folk e no estilo fingerstyle.
Para praticar, treine músicas como Everlong (Foo Fighters) e Harvest Moon (Neil Young).
4. Afinação Drop C (C – G – C – F – A – D)
A afinação Drop C é bastante comum no metal e em estilos mais pesados, pois valoriza os graves e deixa os riffs com um som mais encorpado.
Na prática, ela é como a afinação Drop D, mas com todas as cordas abaixadas um tom.
Se quiser testar, afine todas as cordas do violão ou da guitarra um tom abaixo do padrão; em seguida, baixe mais um tom na sexta corda (mizão). Pronto, você chegou na Drop C!
Essa afinação alternativa funciona melhor com cordas de calibre mais grosso e o instrumento regulado. Dá para experimentar com cordas comuns, mas elas podem ficar frouxas demais e trastejar.
Para praticar a Drop C, treine músicas como Chop Suey!, do System Of A Down, e Frantic, do Metallica.
5. Afinação Open G (D – G – D – G – B – D)
Quando tocado com as cordas soltas, o instrumento produz o acorde de G.
Por outro lado, para usar a afinação em Gm, você só precisa descer meio-tom na segunda corda: de B para Bb, obtendo uma terça menor.
É possível fazer acordes completos apenas com pestanas. As afinações abertas também facilitam muito a utilização de slide, muito usado no blues, no rock e no country.
Traveling Riverside Blues, do Led Zeppelin, e Start Me Up, dos Rolling Stones, são exemplos de músicas com a afinação Open G.
6. Afinação Nick Drake (C – G – C – F – C – E)
Popularizada pelo britânico Nick Drake, essa afinação é voltada para o folk, country e blues, ideal para quem toca violão e deseja se aproximar dessas sonoridades.
A corda B deve subir meio-tom; com isso, há a possibilidade dela arrebentar devido à maior tensão exercida.
Para aprender essa afinação, confira Pink Moon, do próprio Nick Drake, e Bottle of Blues, de Beck.
7. Afinação DADGAD (D – A – D – G – A – D)
Essa afinação tem raízes na música celta e se tornou bastante popular no folk, rock e até no metal. Ela ganhou destaque nos anos 1960 com o guitarrista britânico David Graham.
Ela é baseada na Open D, mas com um detalhe: basta subir meio-tom na terceira corda, de F# para G. O resultado é um acorde suspenso (sem a terça), criando um som mais aberto e muito marcante.
Se você quer conferir na prática, escute My Sacrifice (Creed), Incondicional (Oficina G3) e Kashmir (Led Zeppelin).
Quais os tipos de afinação existentes?
Com o tempo, diferentes pessoas passaram a testar novas sonoridades e criaram afinações alternativas para violão. Entre as mais comuns estão as afinações Drop e Open.
Drop (“derrubar”) é quando se altera apenas uma corda, geralmente a mais grave. Um exemplo famoso é afinar o bordão um tom abaixo, criando um som mais encorpado, presente no rock e no metal.
Já a afinação Open (“aberta”) é aquela em que todas as cordas soltas formam um acorde. Isso dá ao instrumento um som diferente e facilita o uso de técnicas como o slide.
Por que experimentar outras afinações?
Aprender afinações alternativas para violão é uma ótima forma de aumentar seu repertório e desenvolver sua musicalidade.
Elas permitem tocar músicas como nas gravações originais, treinam a percepção auditiva, estimulam a criatividade e ajudam a entender melhor os intervalos e o braço do instrumento.
Com isso em mente, você já pode treinar as afinações alternativas e descobrir novas formas de tocar!
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