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Mulheres guitarristas que mudaram a história da música

A norte-americana Nita Strauss é uma guitarrista talentosa, respeitada e influente (Foto/Divulgação)

As mulheres guitarristas estão fazendo um som por aí desde que a guitarra elétrica surgiu. Algumas, inclusive, possuem habilidade incomum para compor, criar solos, arranjos, melodias e bases inesquecíveis. Nesse sentido – e nesse contexto – mais uma vez podemos dizer que o lugar delas é onde elas quiserem.

Já que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher, que tal conhecermos algumas que ajudaram a mudar os rumos da música? De fato, é infinito o número de artistas femininas, compositoras e musicistas que são sinônimos de talento. Esta nossa conversa, no entanto, é sobre as mulheres que tocam guitarra. 

Se prepare por aí e aproveite os momentos de inspiração que abaixo!

8 mulheres guitarristas inspiradoras

A cena da garota tímida no canto e vendo um cara fazer solos de guitarra [e de cabelo] é mais ficção do que, necessariamente, da vida real. Essa visão estereotipada por Hollywood, bem como por vários hits, é desmentida pela história da música em si. Afinal, não tem como listar as mulheres emblemáticas na indústria fonográfica, em geral. 

Além do mais, a própria indústria de guitarra confirma o protagonismo feminino no cenário. De acordo com relatório recente da Fender, 50% dos compradores de guitarras hoje são mulheres. 

Dito isso, chegou o momento de celebrarmos a contribuição das mulheres guitarristas para a construção do rock, do blues, etc e tal! Por não reverenciar somente as grandes – e até mais óbvias estrelas – a nossa pode causar certo estranhamento. A intenção, no entanto, sempre é proporcionar experiências inspiradoras e diferenciadas. 

1. Susan Tedeschi

A norte-americana Susan Tedeschi tem 50 anos de vida e mais de 30 de carreira. Além do título de Bacharel em Composição Musical e Performance, conquistado na Berklee College of Music, ela canta blues, jazz, rock, gospel e soul.

O trabalho dela como guitarrista é igualmente notável nas bandas Susan Tedeschi Band, projeto particular, e Tedeschi Trucks Band, grupo que ela co-lidera com o marido Derek Truks. Adepta da Telecaster, ela também costuma destilar seu feeling com Strato ou Les Paul.

2. Prika Amaral

A brasileira Prika Amaral é guitarrista e fundadora da Nervosa, banda de thrash formada por quatro mulheres. As guitarras furiosas e urgentes de Prika emolduram letras focadas em problemas sociais que assolam o mundo em geral, como a corrupção e crises políticas.

Prika Amaral é uma guitarrista mulher, brasileira, líder da banda Nervosa
Prika Amaral (guitarra), Mia Wallace (baixo), Diva Satanica (voz) e Eleni Nota (bateria) – a nova encarnação da banda Nervosa (Foto/Divulgação)

Com um trabalho honesto, dedicado e engajado, a Nervosa está na estrada há pouco mais de 10 anos. Prika, no entanto, é a única integrante remanescente. O clipe mais recente da nova formação é o da música Under Ruins, lançada em janeiro de 2021. A faixa faz parte do disco Perpetual Chaos.

Sem abaixar a cabeça para o lado machista da indústria, essa guitarrista habilidosa é um símbolo de resistência. Longa vida à banda Nervosa!

3. Sister Rosetta Tharpe – pioneira entre as mulheres guitarristas

Eis a grande precursora de todas as mulheres guitarristas! Sister Rosetta Tharpe foi uma cantora, compositora e guitarrista bem popular na década de 1940. Naqueles tempos, ela foi pioneira na arte de misturar o gospel com o ritmo que seria futuramente conhecido como rock.

Em plena primeira metade do século XX, essa mulher negra conseguiu cruzar linha entre o sagrado e o profano. Não deve ter sido nada fácil, convenhamos. Afinal, ela nasceu em berço evangélico e – já na juventude – se casou com um pastor.

Não tem como dizer quem é o “pai do rock”. Em contrapartida, a mãe desse estilo de música – e de vida – é Sister Rosetta Tharpe.

4. Lucinha Turnbull

De pioneira para pioneira, não podemos deixar de citar Lucinha Turnbull. Ela é “só” considerada a primeira guitarrista brasileira. Além de tocar guitarra solo e base, Lucinha também toca violão e canta maravilhosamente bem. 

Depois de uma temporada na gringa, em 1972 ela fez o show de abertura para Os Mutantes, no Teatro Oficina, em São Paulo. Em seguida formou uma dupla com Rita Lee, as Cilibrinas do Éden. Em 1973, passou a atuar como guitarrista e vocalista, ao lado de Rita, no grupo Tutti Frutti.

Ao longo de sua longeva carreira, Lucinha tocou e gravou com Caetano Veloso, Moraes Moreira, Gilberto Gil e outros gigantes da MPB. Com seus 67 anos, ela continua na ativa e sendo referência para o rock nacional.

5. Orianthi

Tendo a música como parte do DNA, o pai dela é guitarrista, a australiana Orianthi aprendeu a tocar violão aos 6 anos. Aos 11, ela conferiu um show de Carlos Santana e entendeu que a guitarra elétrica era o seu futuro. Aos 15, largou a escola e abraçou a carreira musical. 

Já tocou com Prince, Eric Clapton, Alice Cooper, Richie Sambora, Steve Vai e Carrie Underwood. Também trabalhou com Michael Jackson, em 2009, nos preparativos da turnê This Is It. Em suma, a morte de MJ abreviu a colaboração entre ambos.  

Dona de técnica incomum, Orianthi também tem um feeling incomparável.

6. Nita Strauss

Depois de ótimas passagens pelas bandas The Iron Maidens (banda cover de Iron Maiden formada por mulheres) e Femme Fatale, a norte-americana Nita Strauss ganhou destaque no cenário.

Com sua pegada trabalhada no virtuosismo, mas sem deixar o feeling de lado, Strauss descolou uma vaga na banda de Alice Cooper. Curiosamente, ela chegou para substituir Orianthi. Desde 2014, ela segue como musicista da confiança de Alice – uma lenda viva do rock pesado.

Além de tocar com “pesos pesados” da música, Nita também tem uma carreira solo. Seja como for, as performances dela ao vivo são arrebatadoras. De acordo com a guitarrista, o segredo é nunca deixar de estudar. Pegou a dica? Agora, dê o play e veja como nem mesmo o todo poderoso Steve Vai é capaz de intimidar Nita Strauss.

7. Malina Moye

Malina Moye é uma artista polivalente. Nesse sentido, ela toca, canta, compõe, atua e desfila. Atuando como guitarrista, essa americana domina rock, funk americano, blues e soul. Para deixar tudo mais diferenciado, ela é canhota.

Com seu estilo nada ortodoxo, Malina vem conquistando seu espaço desde 2004. Ao longo desses quase 20 anos, já tocou em vários festivais renomados ao redor do mundo. Entre todas as mulheres guitarristas, Moye foi a única que marcou presença na Experience Hendrix Tour, excursão em tributo ao guitarrista Jimi Hendrix.

Destaque constante nos rankings internacionais de blues, Malina Moye foi escolhida pela Fender como a primeira guitarrista negra e canhota a fazer parte da “família Fender”.

8. Lari Basilio

Natural de São Paulo, Lari Basilio tem 33 anos e nasceu em berço musical. Por influência paterna, Lari começou a tocar e nunca mais parou. Em suma: 4 anos ela começou a estudar órgão e, depois, quando tinha 8 anos seu pai ensinou a ela os primeiros acordes no violão, foi então quando ela se apaixonou pela guitarra.

Bastante familiarizada com os palcos, Lari tocou na abertura das guitar clinics de Paul Gilbert e Andy Timmons e já participou de várias edições da NAMM, a maior feira de música do mundo. Além disso, fez parte do lineup dp Malibu Guitar Festival 2017, na Califórnia – USA, ocasião em que fez uma jam com Steve Vai. Para melhorar ainda mais, Lari foi convidada por Joe Satriani para ser uma das artistas do G4 Experience 2019, se tornando a primeira mulher a participar do evento.

Lari Basílio está entre as principais guitarristas mulheres do Brasil
A brasileira Lari Basilio é uma artista que “joga nas grandes ligas” (Foto/Site Oficial)

Além da habilidade técnica, que dispensa qualquer apresentação, essa jovem guitarrista brasileira é a prova cabal de que não há motivos para músicos do lado de cá da Linha do Equador se sentirem diminuídos. Porém, nada cai do céu! É preciso estudar, dedicar, traçar metas e, sobretudo, nunca desistir.

Por fim, mas não menos importante, Lari acabou de lançar a guitarra Ibanez LB1, seu modelo signature, em parceria com a fabricante japonesa Ibanez.

Mais conteúdo para guitarristas

Se chegou até aqui, você certamente foi arrebatado pelo talento de algumas das mulheres guitarristas mais importantes do rock. Então, que tal aprimorar um pouco mais a própria técnica?

Afinal, estudar continua sendo o único jeito eficiente para aprender a tocar um instrumento. Em outras palavras, não deixe de conferir os três artigos abaixo:

Agora, é com você! Bons estudos, boas inspirações e bend up!

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