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Conscientização e voz: 7 músicas sobre violência contra a mulher

As músicas sobre violência contra a mulher percorreram gerações, colocando o tema em evidência, servindo como voz e conforto para as vítimas. Embora nomes como Pitty, Vanusa e Joelma já cantaram sobre o cenário, o tema se mantém atual nas canções, revelando a permanência do problema. 

Com noventa anos de vida, Elza Soares entoar músicas sobre violência contra a mulher
Elza Soares combate a violência contra a mulher há nove décadas (Foto/Charchar)

Nesse sentido, o Dia 10 de Outubro é o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, visando a conscientização sobre a violência doméstica. Assim, listamos seis músicas nacionais que falam sobre o tema e ajudam a combatê-lo, servindo como ponte para as vítimas superarem essa realidade.

Conscientização: músicas sobre violência contra a mulher usada em campanhas

Inicialmente, as músicas retratavam a realidade de seus intérpretes ou o contexto do país, como o caso de Mãe, Eu juro, samba dos anos 50. Agora, com as discussões na mídia, o tema tem sido o foco de campanhas de grandes empresas e instituições públicas, como forma de salvar vidas.Logo, algumas canções são feitas em parcerias com prefeituras e organizações, para levar a mensagem a mais pessoas. 

1. 180 – Alok e GR6

Que o Alok é envolvido em causas sociais, todo mundo sabe. Mas, que ele recentemente usou sua influência para pedir o fim da violência contra a mulher talvez você não saiba. 

Intitulada 180, a canção também leva a assinatura da equipe GR6, gravadora e produtora de funk. Por isso, os MCs Hariel, Dricka, Davi, Marks e Leozinho ZS também compõem a faixa, além do DJ Victor. 

Conforme dito em entrevistas, a inspiração para a letra veio da vivência de MC Hariel, que viu sua mãe ser agredida pelo pai. Do mesmo modo, o clipe contou com a participação de Luíza Brunet, que também já foi vítima de violência doméstica. O clipe teve o apoio da Magalu e foi lançado em agosto, em referência às campanhas do Agosto Lilás. Além disso, os royalties vindos da canção converteram-se em ações de combate, como o Instituto Maria da Penha e o Instituto Brasil + Social. 

2. Naiara Azevedo – Coração Pede Socorro

Inicialmente, a canção pode parecer mais uma história de amor, com versos que carregam duplo sentido. Ao contrário disso, Coração Pede Socorro foi composta para uma campanha de alerta, em parceria com o Ministério de Direitos Humanos e Secretaria das Mulheres. 

De acordo com as instituições, após o lançamento do clipe junto à campanha, o número 180 recebeu cerca de 5.640 denúncias. Composta por Naiara, a canção também foi vencedora do “Leão de Ouro”, na categoria Entertainment for Music, no Festival de Publicidade de Cannes.

3. Amor que dói – Simone e Simaria

Amor que Dói também é resultado de parceria com o Governo Federal, fazendo parte da campanha #vctemvoz. Essa iniciativa contou com duas etapas: uma versão em que não era possível ouvir a voz das artistas e outra em versão completa. O intuito era mostrar como as mulheres são silenciadas, incentivá-las a usar sua voz para falar do problema e denunciar situações de abusos. 

Mas essa não é a primeira vez que a dupla compõe sobre o tema de violência doméstica ou feminicídio. Do mesmo modo, a canção Ele bate nela, lançada em 2014, retrata um relacionamento conturbado, repleto de agressões, sejam elas físicas ou verbais.

Vozes unidas que fazem a diferença

Algumas parcerias de voz e atuação foram feitas para atrair atenção sobre o cenário brasileiro, que registrou mais de 105 mil denúncias em 2020

4. Respeita – Ana Cañas

Primeiramente, assim como o título, a canção Respeita pede respeito a todas as mulheres, como direito e princípio básico. O vídeo conta com um elenco notável, como Zélia Duncan, Andréia Horta, Júlia Lemmertz, Mel Lisboa, Maria da Penha e mais 80 mulheres.

Dessa forma, a canção de Ana Canãs também aborda violência de gênero e vivências pessoais da cantora, que ressalta a importância de quebrar o silêncio.

5. 100% Feminista – MC Carol e Karol Conká – o rap entre as músicas sobre violência contra a mulher

Muito antes de sua passagem conturbada pelo BBB, Karol Conká havia produzido, junto à MC Carol, uma canção sobre crescer em um lar violento. Os primeiros versos já estampam a realidade: “Presenciei tudo isso dentro da minha família/ Mulher com olho roxo, espancada todo dia/ Eu tinha uns cinco anos, mas já entendia”

Assim, 100% Feminista foi lançada em 2016 e, além da letra potente, cita Dandara, Xica da Silva, Frida Kahlo e demais mulheres com lutas reconhecidas. 

Histórias reais em músicas sobre violência contra a mulher 

Definitivamente, esse é um tópico que não gostaríamos de escrever. Elza Soares também é sobrevivente, assim como as diversas mulheres que aparecem nos noticiários. Apesar de sua triste trajetória, ela se tornou uma lenda, premiada inclusive pela BBC e homenageada pela cantora Beyoncé em seu site. 

6. Maria da Vila Matilde – Elza Soares

À princípio, a canção acompanha o subtítulo “Porque se a da Penha é brava, imagine a da Vila Matilde!”, referência à Lei Maria da Penha.

De acordo com Elza, a música é um alerta para as pessoas que insistem em não ouvir. A composição, feita por Douglas Germano, retrata não só a realidade de sua mãe, mas os maus tratos vividos por Elza em seus dois casamentos. 

7. Camila – Nenhum de Nós

Antes mesmo do sucesso da canção, a história de Camila já existia na escola em que os integrantes estudavam. A personagem, que não possui o nome título da faixa, vivia um relacionamento violento com o namorado, sofrendo maus tratos e situações constrangedoras.

Embora tenha sido contraditório um homem entoar versos sobre violência contra as mulheres, o intuito da banda foi promover a reflexão e exercer empatia. O hit também serviu como trilha para uma campanha realizada em 2017, décadas após o lançamento da versão original. 

Leve músicas sobre violência contra a mulher a mais pessoas

Mais do que levar conforto às vítimas, as músicas sobre violência contra a mulher são sobre encorajá-las a denunciar e transformar a sua realidade. Tal qual as canções listadas acima, as Patroas também já deram o seu recado recentemente nas redes sociais, reforçando a importância do número 180. 

Assim como elas, você pode ajudar mais vítimas a ter coragem de enxergar a situação, reconhecer o cenário e falar sobre o assunto. Pois, ter consciência das agressões pode ser o primeiro passo para voltar a ser dona do seu destino, da sua vida, de você mesma. Então, compartilhe esse post com amigos e família, reforce o Disque Denúncia e ajude a salvar mais vítimas. 

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