Me chama de bruxa, mas nunca me toca Minha calma engana, minha raiva sufoca Vi tua coroa derretendo lá fora Você fala alto, minha vingança é rouca Te observo do alto, um olhar de corvo Teu jogo é frágil, uma coisa de tolo Tu quis me ferir, mas eu me ergo em dobro Planto tua queda com um beijo mudo Canto com as sombras, danço no terreiro Sou a tempestade que apaga o teu isqueiro Faço a roda girar, bambolê Quero ver tu pagar pra ver Não tem santo que te proteja Te desarmo, sou chama acesa Bato com força contra o Sol Tu é isca e eu anzol Nem tenta me combater Aqui só eu, nunca você Fiz pacto com o vento, tenho sede de luz Tu anda com ouro, eu caminho com a cruz Sou fogo sagrado, sou voz que seduz Não uso terno, mas carrego a jus Minha alma é densa, tua pose é fachada Tudo o que esconde, eu boto na estrada Sou verso que fere, lâmina afiada Você que ser Deus, agora é só piada Canto com as sombras, danço no terreiro Sou a tempestade que apaga o teu isqueiro Faço a roda girar, bambolê Quero ver tu pagar pra ver Não tem santo que te proteja Te desarmo, sou chama acesa Bato com força contra o Sol Tu é isca e eu anzol Nem tenta me combater Aqui só eu, nunca você Tu me pintou de vilão no teu teatro Mas teu roteiro é fraco e eu sou o ato Me invoca no escuro que eu viro retrato Te assisto cair com o meu cajado