(Bem-vindos à minha Cripta pruriginosa) (Este conto é sobre um dos prazeres inesperados da vida: A morte, claro) Dias de alegria Nunca mais Noites de agonia Nunca mais Amar, odiar Sorrir, chorar Sentir, sonhar Nunca mais Dias de alegria Nunca mais Noites de agonia Nunca mais Amar, odiar Sorrir, chorar Sentir, sonhar Nunca mais Já erà meia-noite e Edgar (yeah) lendo no sofá Começou a lembrar (do quê?) De quando ele tinha quem amar, abraçar, beijar Quase dormindo começou a escutar Um barulho na janela Sentiu um calafrio da espinha até a canela E foi ver o que era Um pássaro entra voando e Edgar se desespera Diante da ave escura que mantinha uma postura (yeah) Fria, indiferente, parecia uma tortura Uma criatura inteligente até demais (demais) Olhou pra Edgar e disse: Nunca mais Era um corvo bem maior do que os normais (do que os normais) Edgar no desespero lembrou de tempos atrás (tempos atrás) Viu sua vida em segundos, teve um momento de paz (de paz) E o corvo lendo sua mente respondeu: Nunca mais Hm, como assim? (Como assim?) Sua pele arrepiou só de imaginar o fim (fim) O vácuo, o nada, a falta de sentido Se tudo acaba um dia do que vale ter vivido? Viu no olho da ave o abismo do medo E entendeu que as coisas simples é que valem mais (valem mais) Entendeu que aquele corvo era o ceifeiro E que se vive uma vez só E nunca mais Dias de alegria Nunca mais Noites de agonia Nunca mais Amar? Odiar? Sorrir? Chorar? Sentir? Sonhar? Nunca mais Dias de alegria Nunca mais Noites de agonia Nunca mais Amar, odiar Sorrir, chorar Sentir, sonhar Nunca mais