Lembra, amigo Do que ensinaram a nós, quando pequenos? Era tão simples Porque agora sentes que é preciso Novo evangelho, mais adequado Ao que move o seu coração e grita Esquece do que te faz ser especial Tolice é iludir a si mesmo Com um discurso vazio Sobre o amor que dá vazão Ao traiçoeiro coração, que justifica imperfeição Meu amigo, diga não Lembro sorrindo, saudade bate e até dói Como é que eu volto praquele tempo? Quando sonhava horas, decidido A viver correto, em santidade Esbarrei em meu próprio querer Escravo De mim, homem fraco e que nasceu tão mau Loucura é só mentir a mim mesmo Continuado vazio Falando de um amor pagão Que me coloca na visão De alguém que vive só de pão Hoje eu volto e digo então O meu baluarte é o Cristo vivo O que dá o sustento e até o bom juízo Fortalece pela fé, por isso eu sigo Quem setenta vezes sete andou comigo O meu baluarte é Jesus, o mestre O que me ensina a viver e mata a sede Do mais pobre pecador que reconhece Puro e verdadeiro amor que não merece