Como pode a vida ser só um vento leve E tua voz na estrada? Como eu posso ver o céu E arder de desejos na madrugada? Como que eu corro no dia Se minha alegria é ser tua morada? Como que eu vou apagar o que me marcou Se tá desenhada? Na minha canção Dentro do meu ser No meu pensamento Como que eu vou desfazer O que tá ligado, se tu é minha morada? Canetei pra você esses poemas E eu não quero que você sinta pena de mim Minha garota dos plantões noturnos Pela manhã, Afrodite efêmera A tua voz tão doce me conta Que você nem queira mais me encontrar Mas o brilho no teu olho me encanta E tudo que me estressa, eu tô deixando pra jah Eu só sei sentir teu nada Talvez tu nem sinta mais meu tudo Lembro das transas na madrugada E de como iluminava minha jornada Tua pele branca, toda tatuada Era o que me deixava molhada Pode encaixar em mim que eu deixo Minha menina, tão doce como pêssego A menininha do interior Que se apaixonou pela mulher da cidade Faltava aula só pra ir te ver Essa era minha única responsabilidade Não me arrependo dessa trama Que infelizmente se tornou drama, mas Eu queria que ficasse comigo O meu peito ainda te tem como abrigo Vish, man Tô cantando essa aqui em reggae Mas tô lembrando é dos forrós de favela que ela me mostrava E ela gostava muito de desejo de menina, sabe? Aí num tem aquela lá, mancho? Minha vida é vazia, sem graça Espero que, nessas voltas que ela esteja dando por fortal Ela escute, e lembre de mim