A rua é o caminho estreito, pedindo passagem A rua é toda nossa, mas cobra sem massagem Sinceridade se perdeu no meio da viagem Parceiro virou lembrança, morreu amizade Quem disse: Tamo junto hoje nem olha na cara Na quebrada é cada um, sobrevivendo na marra Promessa foi levada pelo vento da madrugada E o respeito que era base hoje virou moeda rara A rua é nossa e sempre foi Na noite fria, na madrugada Podem falar o que quiser Mas meu rap nunca se cala A rua é nossa e sempre foi Viva que não se apaga Se tentar calar minha voz Deixa quieto, mano, tô cansado dessa porra De fazer tudo certo e ainda sair como trouxa De estender minha mão e receber porta na cara Num mundo onde o certo sofre Outra hora, outra vida, difícil de explicar Por trás da inocência mais uma vida a se apagar Dona Maria chorando junto com Aparecida Mais uma mãe de joelho implorando pela vida Ó Jesus, volta logo, meu Senhor Regue minha alma ou perdoa esse pecador Porque a dor tá grande e o mundo tá sem cor E quem planta ódio hoje colhe só terror Mas eu dou valor pra quem se identifica Que faz sua parte e constrói sua própria trilha Sem depender de aplauso ou falsa simpatia Respeito é essencial, revisão é outro dia Sem fazer bonito só pra ganhar atenção Aqui é mente forte, visão e coração Cada queda é aprendizado, cada dor evolução Na luta diária escrevendo minha própria direção Roubaram minha lágrima, onde é que ela tá? Se até o choro hoje em dia tentar sequestrar Mas minha dor virou verso, minha fé virou escudo Na rua eu sigo firme, contra tudo e contra o mundo