Venho puxando a cordeona, venho tapado de poeira Venho trazendo meu canto, as vozes do campo ao som da vaneira Venho cruzando caminhos, em várzeas, coxilhas e serras Venho passando fronteiras, levando a vanera tocar em outras terras Venho passando fronteiras, levando a vanera tocar em outras terras Essa vanera que trago, nasceu no reponte da aurora Numa bailanta do pago, quando eu tocava lá fora Essa vanera que trago, tem a beleza das flores Tem o encanto e afago, tem esperança de amores Vou de querência em querência, levo a vanera comigo No floreio da gaita gaúcha, a história me puxa pro Rio Grande antigo Canto passado e presente, pra no futuro chegar Eu e a cordeona parceira, levando a vanera pro povo dançar Eu e a cordeona parceira, levando a vanera pro povo dançar Essa vanera que trago, nasceu no reponte da aurora Numa bailanta do pago, quando eu tocava lá fora Essa vanera que trago, tem a beleza das flores Tem o encanto e afago, tem esperança de amores