Moletom cinza, chuva batendo na janela Cara sem vida refletida na tela Me afastei de todo mundo sem perceber ela Solidão virou visita fixa na minha vida Passos lentos no piso da cozinha Coração afunda quando a noite se aproxima Eu odeio quando o silêncio me examina Parece que minha mente contra mim conspira Copos vazios pela mesa do meu quarto Textos antigos que eu nunca apago Todo amor que eu recebi foi raso E toda vez que eu me entreguei deu errado Ônibus vazio voltando depois da escola Fones no talo pra não ouvir mais minha mente Cada nova decepção me deixa Mais triste, mais longe, mais sem pressa E eu continuo preso nessas luzes dessa cidade Todo mundo fala mas nunca é verda- Here we go, ah Não sei quando eu comecei a virar isso Um garoto cansado preso nos próprios vícios Tentando achar sentido em qualquer mínimo sorriso Mas até felicidade é o mínimo E eu ando sonhando acordado Todo lugar cheio ainda parece abandonado- Ninguém vê o peso que eu carrego calado Porque eu aprendi cedo a sofrer disfarçado