Veja só como sou nojenta Estou encharcada em sobras Puro sintoma de doença Sou o sinônimo de porca Sujei tem dias, entre seus dentes Sem um enxague, pasta de dente Me jorrou tudo pelos ares Diversas vezes Foi uma festa E nesse chão, eu sou o poço Respingando tudo que resta Tá vendo a ilha que eu virei? Fosse eu cuspe, me mirou teto Virei enxurrada, desci um nojo Tá bom assim pra sua testa? Mas não negue o alívio Que eu trago pra sua tosse! Só que não tem nenhum sentido Não me expelir Quando te forço Olha eu ali, como critério Pra sua segunda inútil Prescrevo drogas fúteis No seu atestado médico Olha eu, encaminhamento Se eu apareço em conjunção Dores na perna, dores no peito Sou caso grave de internação E o embrulho no estômago que vai embora Quando eu narro as honras da sua indigestão Quando eu te melhoro! E te deixo em paz! Você me sente na sua goela Você me bebe com tudo E quando eu engulo tudo Você perde o juízo E implora pra eu não parar Sequér consegue fechar Seus olhos ou seu sorriso Sou presente onde quer que eu me deite Mas também posso me esconder E o faço por vergonha Quando eu me engulo seca Ou então frustrada Logo enfurecida por um mau sentido De que sou menos que você! E pra me vingar, jogo-me fundo no seu caldo No áspero da sua língua Eu afogo Eu afogo Eu afogo