É fácil fala de mim, pra onde vou da onde vim, sabe que não
é assim, fale o que tiver afim. O que pensam de mim é
coisa pouca, difícil é o falador manter a língua dentro da
boca. Pior que língua de sogra, dessa vez o trouxa roda, se
comporta como quem não se importa, ninguém se importa,
esse idiota, cheio de idéia torta... Paciência se esgota
quem não nota anota. Não paga minhas contas e só me conta
mentira eu to despreocupado de quem morre e quem atira,
mais o verme não tira a língua da minha mira, com o tema
que conspira mais do que respira e me inspira. Agora teve o
que mereceu é fácil falar de mim traíra difícil é ser eu.
Fala merda pra caralho, diz que os outros é usuário,
dispensa esse comentário e vai toma no cú pra lá.
Fala merda pra caralho, não importa o horário, acho que é
ao contrario (deixa esse verme fala) (2x)
Aí, fala pra minha mina que eu tava com outra mina,
disciplina invejoso que isso é perigoso. Sai falando o que
imagina pra ele virou rotina, depois de passar sufoco quero
vê falar de novo. O maluco fala de mim sem ter o meu
conceito, nem sabe quem so direito vem cheio de
preconceito, eu não aceito, respeito pra ser respeitado, se
eu considero é que quero ser considerado. Ta enganado, com
o que pensa da minha pessoa, aparência pode ser má mais a
intenção é boa. E é o que vale também entre um amigo e uma
nota de cem você escolhe quem. O cara me seca, observa
enquanto improviso, o cara quer ser eu mais acho isso
difícil, isso me imita, isso me irrita, não consegue fazer
uma rima que agita, se decida, com o olho maior do que a
cara, rala cara se não vai fica amarrado na mala do opala.
É relativo como ele é negativo vem fala comigo mal do seu
próprio amigo. Minha peça de ouro eu boto pra sair com a
mina, fica preta, quando o boneco se aproxima minha orelha
fica esquentando mais que brasa na fogueira, eu já so magro
e ele faz minha caveira.
Cobra cega vai, toma no cú pra lá,
Olho grande vai, toma no cú pra lá,
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