É Meu

Forja do Caos

Composição de: Rodrigo Tarragô Ramos de Araújo
Guardo mais do que preciso
Vai que o mundo falhe outra vez
Chamam medo de apego
Eu chamo de lucidez

Nada sobra quando cedo
Já vi promessa ruir
Quem confia morre cedo
Quem segura aprende a existir

Mão aberta sangra
Punho fechado aguenta

É meu
Não solto
Não cedo

É meu
O resto
É medo

Ajuda cobra retorno
Favores têm direção
Se tudo tem um preço
Por que doar o coração?

A mesa posta é risco
O banquete é ilusão
Se a fome do outro é abismo
Por que estender a mão?

Não é ganância
É cerco
Não é excesso
É controle

É meu
Não solto
Não cedo

É meu
O resto
É medo

É meu
Até o fim
Onde não cabe mais nada
Além de mim
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