Ó, que saudades tenho do recanto Que fica além do poente do sertão Ao recordá-lo, como que o meu pranto Me afoga em lágrimas o coração Foi lá que infância doce, descuidada Criou meus sonhos de infinita essência Então eu ria, como a luz doirada Que tinge a aurora matinal fulgência Hoje há sonhos desmentidos Tenho n'alma solidão Noite, mágoas e gemidos Remorsos no dorido coração Infeliz no sonho meu Desgraçado em meu amor Ao passado que morreu Vai se juntar O meu porvir de dor