Treinaram um dragão Depois temeram fogo Desde filhote no templo, punho contra o chão Cada queda me erguia, cada dor virava lição Chamaram de escolhido, destino na mão Mas na hora da verdade mudaram o tom Chifu me ergueu como símbolo e fé Depois me olhou com medo, virou as costas, foi ré Se o pergaminho é vazio, então por que sangrei? Por que prometeram tudo antes de dizer errei? Eu sou o resultado da negação, o filho da contradição Se não fui o dragão que esperavam ver Virei o pesadelo que não dá pra esquecer Não peço paz, não peço luz, eu cobro o preço que a mentira produz Correntes quebram quando a alma não cede Escapei do impossível porque a raiva me rege Cinco mestres tentaram me parar Mas disciplina sem fé não sabe lutar O vale treme quando eu avanço sozinho Cada passo é sentença no meu caminho Não sou vilão por prazer ou vaidade Sou a fúria treinada pela própria cidade Chifu, tu me chamou de filho, depois me chamou de erro Entre o orgulho e o medo. Tu criou o meu inferno Eu sou o resultado da negação, o filho da contradição Se não fui o dragão que esperavam ver Virei o pesadelo que não dá pra esquecer Não peço paz, não peço luz, eu cobro o preço que a mentira produz Não existe equilíbrio sem verdade, nem mestres, sem responsabilidade Se o dragão escolhe o improvável, então eu sou a queda inevitável Tai Lung não implora, não recua, sou a lição que a esperança ignora e continua O tempo lembra, o vale sente Quando um orgulho é quebrado Nasce um monstro consciente