Nada é permanente Menos o que muda E o que muda Sou eu Olhei no espelho e vi mil versões de mim Umas morreram cedo, outras seguem até o fim O tempo me molda, me quebra, me refaz Cada cicatriz me diz: Nunca volte pra trás O que era certo virou talvez O que era medo virou vez Aprendi na dor o que é crescer E que mudar também é se perder Duradouro não é o que fica É o que ensina a renascer Sou constante em movimento Sou o caos que aprendeu a florescer Nada é pra sempre, nem o próprio medo Sou vento, sou cinza, sou segredo Se o mundo muda, eu mudo também A cada queda, eu viro alguém Mudar dói, e como dói! Mas ficar igual é morrer depois Toda reforma vem do erro Todo avanço vem do desterro Não quero mais ser estátua de mim Nem sombra do que já teve fim Inteligência é se adaptar Mesmo quando o peito quer parar Duradouro não é o que fica É o que ensina a renascer Sou constante em movimento Sou o caos que aprendeu a florescer Nada é pra sempre, nem o próprio medo Sou vento, sou cinza, sou segredo Se o mundo muda, eu mudo também A cada queda, eu viro alguém O que permanece não é o corpo É o esforço O que floresce não é sorte É o corte Nada é pra sempre, nem o próprio medo Sou vento, sou cinza, sou segredo Se o mundo muda, eu mudo também A cada queda, eu viro alguém Nada é pra sempre, nem o próprio medo Sou vento, sou cinza, sou segredo Se o tempo exige, eu aprendo a lutar Pra continuar, pra continuar