Não sei se o vento ainda te fala de mim Mas às vezes penso que sim Há noites em que o luar me chama Com a mesma luz que te veste a alma Vejo o tempo correr nos teus olhos Mesmo que ja pouco os possa olhar E em cada passo que não sigo Há um amor que vive a chorar Quando o silêncio te abraça Eu sinto o mundo parar Há uma voz que me enlaça Mesmo sem te poder chamar E o destino, tão disfarçado Pôs o teu riso onde eu quis estar Mas guardou o meu fado Na quietude de te amar Tantas palavras ficaram presas Entre o medo e a verdade E o coração, que tudo pesa Nunca aprende a ter vontade Talvez um dia, no acaso Entendas o que o olhar não diz Que há amores que nascem rasos Mas vivem como raiz Quando o silêncio te abraça Eu sinto o mundo parar Há uma voz que me enlaça Mesmo sem te poder chamar E o destino, tão disfarçado Pôs o teu riso onde eu quis estar Mas guardou o meu fado Na quietude de te amar Se um dia a vida te levar Por caminhos que não sei Lembra-te que alguém te sonhou Mesmo antes de te ver nascer Quando o silêncio te abraça E a saudade quer falar Sabe que o tempo não passa No peito de quem sabe amar E mesmo que nunca saibas Quem te quis sem poder ficar Há um amor nas entrelinhas Que jamais vai te deixar