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João Luiz Corrêa

Letra

Está findando o meu tempo,
A tarde encerra mais cedo
Meu mundo ficou pequeno
E eu sou menor do que penso
O bagual tá mais ligero
O braço fraqueja, as vezes,
Demora mais do que quero
Mas alço a perna sem medo.
Encilho o cavalo manso
Mas boto o laço nos tentos.
Se a força falta no braço,
Na coragem me sustento!

Refrão:
Se lembro os tempos,
De quebra, a vida volta pra trás
Sou bagual que não se entrega
Assim no más!

Nas manhãs de primavera
Quando vou para rodeio
Sou menino de alma leve
Voando sobre os pelegos,
Cavalo do meu potreiro
Mete a cabeça no freio
Encilho no parapeito,
Mas não ato e nem maneio!
Se desencilho o pelego
Cai no banco onde me sento
Água quente e erva buena
Para matear em silêncio!

Neste fogo onde me aguento
Remôo as coisas que penso
Repasso o que tenho feito
Para ver o que mereço,
Quando chegar meu inverno
Que me vem branqueando o cerro
Vão me encontrar, venta aberta
De coração estreleiro.
Muy carregados dos sonhos
Que habitam o meu peito
E que irão morar comigo
No meu novo paradeiro!

Composição de Antonio Augusto Ferreira/Ewerton Ferreira
Colaboração e revisão:
  • Bruna Moraes

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