Como é lindo e "devertido"
um "bailezito" campeiro!
Que ao índio mais caborteiro
"le gusta batê fervido!"
Um salão de chão batido
onde o gaúcho, se espiando,
esquece a vida bailando
de bigode repartido!
Um gaiteiro distraído
olhando para as percantas,
vai animando a bailanta
numa vaneira, perdido...
E "às vez" um mal-entendido
faz com que o taura, berrando,
pare rodeio peleando
de bigode repartido!
E, depois do "assucedido"
monta no flete seguro
que sabe enxergar no escuro
o rumo desconhecido...
Traz aguçado o sentido
o pingo de quem peleia
e topa a volta mais feia
de bigode repartido!
Chega assim, amanhecido,
na estância após o domingo,
saca os recaus do seu pingo
e encilha um baio temido,
que sai teso e recolhido,
troteando de lombo duro
e o índio prevê o apuro
de bigode repartido!
Página 1 / 2