Se o mundo acabar agora, sem drama, não chora É a dúvida que muda o rumo da nossa história É lamentável aceitar que você não tá mais aqui Tanto lutei, tanto errei só pra te ver sorrir Quantas noites em claro tentando te salvar Quantas vezes engoli o choro pra não te machucar Você chorou, escolheu aquela brisa Que quando eu tento entender, não tem lógica, não tem pista Que viagem é essa? Mente em curto-circuito Suga o sopro da vida e cospe dor em conflito Tentando respirar num mundo sem ar Quanto mais eu te puxo, mais você quer afundar Tomando chuva, enxuga, mas tá sempre molhado Preferiu os falsos só pra não ficar do meu lado O prejuízo chegou, mais um filme de dor Nem deu tchau quando partiu, voou nas asas do beija-flor Tipo um zumbi largado, cadê seus aliados? Quando o mundo te virou as costas, eu te dei meus braços Vai, meu filho, dorme agora, tá tudo conversado Mesmo com o peito aberto e o coração rasgado Mas se tudo não durar Não sei o chão que eu vou pisar Difícil é demais pra ti Continuar Mas se tudo não durar Não sei o rumo, nem o lugar Difícil é demais pra ti Continuar Mãe, eu não te ouvi, eu errei, fui inconsequente Hoje eu sei: Amar também machuca a gente Perdão pelas promessas jogadas no vento Pelos abraços que faltaram nos piores momentos A rua ensina errado quem não tem direção Confunde liberdade com outra prisão A dor vira vício, o silêncio é mortal E o grito guardado vira um mal sem igual Te vi sorrindo, mas era tudo fachada Por trás da luz, uma alma exausta e cansada Eu tentei alertar, você não quis perceber Que certas escolhas não deixam viver Amigos viram sombras quando o Sol se vai Só fica quem te ama quando tudo cai Boom bap é confissão, não é só batida É o retrato cru e acústico da vida Se eu rimo é pra curar, não pra ferir É pra quem caiu saber que dá pra resistir Cada verso é um pedido pra não desistir Mesmo com cicatriz, ainda dá pra seguir Eu carrego seu nome nas linhas que escrevo Cada palavra é um peso que eu já não relevo Se eu falhar, não foi falta de tentar Às vezes amar também é saber soltar O tempo não cura, ele ensina a conviver Com o vazio que insiste em não morrer Tem dias que eu sorrio só pra disfarçar Tem noites que o silêncio vem me sufocar Se eu pudesse voltar, mudava o final Mas a vida não pausa, ela segue brutal Hoje eu canto baixinho, violão e verdade Pra não deixar morrer o que restou da saudade Mais uma é nóis, mesmo quando o mundo pesa Mesmo quando o amor vira incerteza Se eu falhar, me perdoa Ainda tô aprendendo a ser forte numa vida que não perdoa Mais uma é nóis, mesmo sem entender Mesmo quando dói demais pra permanecer Se cair, levanta, respira e vai Nem toda dor define quem você é, nem quem você vai ser, pai Mas se tudo não durar Não sei o chão que eu vou pisar Difícil é demais pra ti Continuar Mas se tudo não durar Não sei o rumo, nem o lugar Difícil é demais pra ti