Quando já não se sabe o porquê Sem sentir o calor que, até aqui Insistiu em aquecer Perigosa dormência Roubou as cores que, nesses vitrais Fazem tudo querer florescer O silêncio, sufocante A apertar a garganta, outra vez Eu quero ver o Sol brilhar em mim Queimando tudo que sobrou aqui Chega de viver me enchendo de mim Pra depois perceber que sou vazio assim Coração de vidro, sim Refração da luz em mim Do mosaico, parte, enfim Luz que atravessa o meu fim Eu quero ver o Sol brilhar em mim Queimando tudo que sobrou aqui Chega de viver me enchendo de mim Pra depois perceber que sou vazio assim