Kaiapó, Aikanã, Apurinã, Umutina Sabanê, Manoki Paresi, Apiaká, Nambikwara, Pataxó, Paiter Asurini, Xavante, Chiquitano, Bororo, Bakairi Kayabi, Cinta Larga, Rikbaktsa Suruí, Tapirapé, Karajá Javaé, Guató, Enawenê-Nawê Kalapalo, Kuikuro, Kamayurá Juruna, Aweti, Munduruku, Tawandê Myky, Tapayuna, Panará, Yalakalorê Arara do Xingu, Suiá, Parakanã Kawaiwete, Arara do Aripuanã Terena, Waurá, Irantxe, Lakondê Mamaindê, Negarotê, Latundê Eu sou indígena com sangue Guajajara E vim aqui com uma mensagem pra você Sou resistência, que o tempo não levou Eu sou a raiz, que a terra guardou Povo originário, que não vai se apagar Voz da floresta, que insiste em cantar Heya, heya raiz que vem do chão Heya, heya força no coração Heya, heya o som ancestral Heya, heya ninguém vence o natural Água que corre e não para jamais Vento que sopra e que não volta atrás O som da mata ecoa dentro em mim Sou quem veio antes e sigo até o fim