Dizem eles que sou um estúpido, e andam todos cochichar
Sobre a mentalidade que recebo em cada luar
A máquina do pensamento é, desde já, um sucesso
Produz ideias atrás de ideias, ideias de progresso
Por ter constatado o estado fúnebre na frente
Não era isso que eu profetizara, para minha gente
Nem para mim, nem para ti
O melhor é tomar decisões
E eu tomei as minhas, muito fora de padrões
Podes situar a minha personalidade fora do comum
Mas a minha dor e o prazer igualam-se as do
Companheiro da vida ou companheiro do bairro
Companheiros do rap, tal como de todos os manos
Apresento-lhe um novo tipo de ser o que tu sabes
Que represento em microfones, palcos e altares
Manos e manas perguntaram no que se tornou esse menino?
Continua ser o cão do quarto mês que é abril
Agora dê-me a branca que eu já disse quem eu sou
Dred, se não compreendeste eu sou os raios do sol
Não queiras deambular na rua sem cuidado nenhum
Nunca dispensas o saber de uma fonte natural
Parece que alguém chamou por mim
Ou tô a começar a delirar, mas eu sinto alguma voz por
dentro
Que me diz que isto aqui vai arrasar
Com toda negatividade que engoles na street
Dona branca é um espetáculo de filosofia com speed
Dá-te a terceira visão, mas sem seres um satã
Põe-te verde, põe-te azu atrás de qualquer colã
Oiê, ok, isto sim, é, que é bom
Mas a branca tem o dom de restaurar a consciência
Dá-te cordas que despertam a eminência
Contra violência, eu trago mais eloquência
Queria jogar futebol, mas a branca está no copo
Vamos beber até esquecer que o people vive em sufoco
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