Dos altos coqueiros Que cortam as ruas Que cortam os rios Que se jogam no mar Laraia-raia Colônia moderna De gente da terra Afrodite da Zona da Mata, laia Laraia-raia Do alto da torre Se avistam estrelas O paço, o cais e o marco acolá Laraia-raia Reino de palácio e castelo As garças veneram A princesa planando no ar Laraia-raia O galo acordou nessa madrugada No meio da ponte, fazendo zoada E hoje eu vim pra te cantar E hoje eu vim pra te cantar Aurora, Aurora O que eu sinto não é de agora Isso vem de outrora Aurora, Aurora Aurora, Aurora O que eu sinto não é de agora Isso vem de outrora Aurora, Aurora Contrastes de água e de lama Arte abstrata Berçário de vida, laia Laraia-raia Cores de fachada e pano de sombrinha Destoam do cinza nublado chuva Laraia-raia Casa de nomes, de deusas e homens Renomes, poetas, pronomes, laia Laraia-raia De longe te avisto De perto me visto Me inspira, respiro o ar desse lugar Laraia-raia O galo acordou nessa madrugada No meio da ponte, fazendo zoada E hoje eu vim pra te cantar E hoje eu vim pra te cantar Aurora, Aurora O que eu sinto não é de agora Isso vem de outrora Aurora, Aurora Aurora, Aurora O que eu sinto não é de agora Isso vem de outrora A rosa dos ventos que aponta o centro do mundo O marco zero de tudo, o marco zero de tudo O marco zero de tudo A rosa dos ventos é quem aponta o centro do mundo O marco zero de tudo, o marco zero de tudo O marco zero Aurora, Aurora O que eu sinto não é de agora Isso vem de outrora Aurora, Aurora Aurora, Aurora O que eu sinto não é de agora Isso vem de outrora Aurora, Aurora, Aurora Aurora, Aurora O que eu sinto não é de agora Isso vem de outrora Aurora, Aurora O que eu sinto não é de agora Isso vem de outrora Aurora, Aurora Aurora, Aurora O que eu sinto não é de agora Isso vem de outrora Aurora, Aurora