Dizem não ser inocente Muito velho pra fingir Mas e se for? Ainda não sabe viver Passou anos em um mundo Que ele criou em sua cabeça Não pise lá fora Ele teve o seu tempo devorado Borboletas, tempestade, fúria de um furacão Feito de refém Nas próprias mãos sufocando Sem tempo pra chorar, eu sangro no escuro Ele não vê então não sente Sempre todo sorridente Olhos cruzados no retrovisor Homem lobo solitário Senti sua dor Ele foge o dia inteiro Pela rua de baixo ou bairro inteiro Não há outro lugar Então se deita em casa O vazio do seus sonhos não o enganam mais Viveu a vida em vão Com saudade dos seus pais Teria feito mais por eles e por ele também Nostalgia envenenada na tela de um computador O que era inventado? O que era real? Viveu muito longe daqui Quem vai lhe salvar? Borboletas, tempestade, fúria de um furacão Feito de refém Nas próprias mãos sufocando Sem tempo pra chorar, eu sangro no escuro Ele não vê então não sente Sempre todo sorridente Olhos cruzados no retrovisor Homem lobo solitário Senti sua dor