A bandeira vermelha era visível Pintei de branca por ser otária Fui do Narciso presa voluntária Por não perceber o mal possível E confiar em alguém horrível Os sinais sempre estiveram lá Mas eu fiz questão de ignorar Que fui amada escolhi fingir O alerta rubro de alvura tingi A sagacidade do canalha Da minha inocência gargalha Sou projetora de virtude Que fugindo da solitude Fui queimada como palha Predador no mundo é mato Que cresce no extrato Do meu amor barato Realidade ordinária Na jornada solitária