Álamo

Lupe de Lupe

Composição de: Vitor Brauer
Sumiu de novo, fez de louco, foi beber
Deu de ombro pras razões
Rezou o terço, foi ao berço renascer
Argumentou desilusões
Comprou cimento, moldou vento, bateu chão
Levantou decepções
Matou o dia, alegria, água e pão
Comunhou com os peões

Fugiu de todas suas projeções

E rogou alto, mas bem alto pra ouvir
Sua voz nas multidões
Que distraídas, mal ouvidas
Não serviu pra ser palco de questões
Que valem nada, quase nada
Tão vazio, foi o tempo dos sermões
De pele rija, vestiu brisa, passou frio
E foi contar os corações

Sorriu e pois os dentes pra brilhar
Curtiu cachaça no ribeirão
Anil, vermelho, roxo, alto mar
Partiu-se em um bordão

Sumiu de novo, fez de louco e bebeu
Deu de ombro pras moções
Rezou o terço, foi ao berço e renasceu
Justificando suas ações
Comprou cimento, moldou vento, se bateu
Demoliu conspirações
Matou o dia, a ventania o recebeu
Comungou com os peões
Rogando alto, mas bem alto pra ouvir
Sua voz nas multidões
Que distraídas, mal ouvidas não serviram
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Pra ser palco de questões
Que valem nada, quase nada
Tão vazio, foi o tempo dos sermões
De pele rija, vestiu brisa, passou frio
E foi cortar os corações

Sorriu e pois os dentes pra brilhar
Curtiu cachaça no ribeirão
Anil, vermelho, roxo, alto mar
Partiu-se em um bordão
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