Numa festa de peão que eu fui, vi um caso muito
interessante
Chegou um moço na hora da festa, de um lugar não muito
distante
Pelo carro que ele conduzia, só podia ser gente importante
Não pensei que fosse o rei do laço que chegava naquele
instante
E ouvindo o som do rodeio, anunciando para os visitantes
Que o peão que laçasse na raça, ganharia o prêmio e a taça
E ser rei do laço já era bastante
O tal moço com jeito educado, lentamente desceu da geral
Foi pedir uma oportunidade, pra laçar o bravil animal
Foi dizendo para a pionada se não pode também não faz mal
Neste instante respondeu ao homem, sou repórter de um
grande jornal
Minhas palavras de jornalista, talvez seja a lição de moral
Você não deve entrar nesta luta, porque é uma grande
disputa
Também é somente pra profissional
O festeiro ouviu a conversa, foi chegando com um laço na
mão
E dizendo para o visitante, se insiste não faço questão
Mas também não serei responsável, se tiver uma decepção
E o moço quando entrou na arena, foi vaiado pela multidão
Nesse instante escapou um mestiço, foi momento de grande
emoção
Com o pé ele jogou o laço, e laçando sem usar os braços
Deixando a platéia de cara no chão
Ali Silva falou pro festeiro, não pretendo lhe aborrecer
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