Abrindo o mercado

Mercado Negro

Composição de: Marcos Gerente / Gabriel Caverão
Televisor velho... Geladeira velha...
Móvel velho... Cobertor velho...

Olhava pro céu e pensava, quantos dias da minha vida perdi 
tentando vender,

vender o que ninguém comprava porque era fogo ter o produto
 para depois oferecer,

Carros passavam e as pessoas olhavam o que eu fazia ali 
parado que nem retardado,

sem formar negócio não saía do lugar, estava cansado 
faltava-me o ar pra respirar,

Depois de muitos raios solares estava calor, era eu e mais 
ninguém nem o demônio teria mais humor,

Gastei uma grana pra comprar meu fusca, mas dia seguinte 
robaram ela tinha até nome, Robusca

Meus amigos vieram me visitar pra ver como eu tinha 
crescido, talvez de tamanho porém maior ainda eram os meus 
anti-depressivos,

Reformando a minha vida, que nada, era o que faltava caia 
fezes de passarinhos amedrontados dava raiva,

Pior que meu primo de segundo grau só meu irmão que 
dizia-se primogênito, achando que era uma palavra legal

que o fazia o maioral, tudo bem não sou cultivador do mau, 
mas o moleque fede, mais até do que os caras lá da 
budapeste,

Dias depois comprei uma loja, tentar nova vida sem precisar
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 vender drogas pra homicídas,

mas durou pouco e não foi além, pois sua porta estava 
quebrada, as outras também, nem imagino o que seja, um cara
 bêbado quase me acertou com um copo de cerveja,

são coisas do tipo que vão e vem, na minha vida nada convém

...gerente desde cedo, e é desde cedo que essa merda se 
mantém.

Enquanto andava pela praia sem compromisso, e sozinho, pra 
gastar meu tempo arranjei um motivo,

E para desse motivo sair algum dinheiro, fez-se a facção 
frenética, o Mercado Negro.

Gerente...
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