Inação é o sentimento que move nossos atos trágicos para
conosco. minamos a possibilidade de evolução em nós mesmos.
nossa capacidade não deve ser mensurável, mas é. brindamos
o alterismo sem nos dar conta, ao passo que bradamos nossa
individualidade parcialmente residual. viva o altruísmo
pessoal ! indivíduos tão livres quanto uma formiga
encurralada por um copo. e ficamos indignados por esta
situação.
Eu quero ter liberdade, mas para isso tenho que ter um
salário, mas para tê-lo, preciso de um emprego, que para
conseguir necessito de estudo, e só estudo se tiver tempo,
que só é cultivado se eu tiver dinheiro para me manter no
ócio criativo e enfim conquistar a liberdade temporal,
mental, financeira, na qual possa exercer minha autonomia
vital. besteiras, bobagens, ressaca intelectual.
Então posso me governar, mas percebo que a inquietude de
meu corpo é viral, foi contraída de outros e para outros
será transmitida, "transmentida" por muitos afim de
maquiá-la. nós somos "bugs", insetos parasitados
(paracitados) batendo a cara na luz e ainda assim sem
enxergá-la com clareza, sendo atraídos instintivamente, uma
luz que não ilumina, mas cega. desorienta todo aquele que
a ela persegue. preferível é a escuridão, não deixa sombra
para dúvidas, simplesmente é a falta da luz, tudo fica
calmo, quieto, porém imprevisível. sem saber quando
colidirá sua canela com uma mesa de centro no meio da sala.
parece que esta, tão pouco, é uma boa alternativa.
Que bela época vivemos, rodeada de respostas formuladas
conceitualmente. tudo tem uma explicação, menos aquilo que
realmente importa, mas nem sabemos o que é que realmente
importa; o que faz a diferença é a insistência da
igualdade. o que sei é que um teórico não pratica o que
diz, e um prático não teorisa nada. ambos são incompletos,
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