Ter fé é assinar Uma folha em branco Segurar a caneta E abrir a mão É olhar pro céu Sem ter garantia É dizer: Eu fico Quando tudo te diz não Eu não sei o próximo passo Mas sei quem vai me guiar Quando o chão some debaixo É aí que eu aprendo a confiar Ter fé é assinar uma folha em branco E entregar a caneta ao Autor de tudo É respirar bem fundo É segurar o pranto E dizer: Faça a Tua vontade Ó Senhor! O Autor de tudo Ter fé é assinar uma folha em branco E entregar a caneta ao Autor de tudo É respirar bem fundo É segurar o pranto E dizer: Faça a Tua vontade Ó Senhor! O Autor de tudo (Ó Senhor! O Autor de tudo) Ter fé é doar O controle que aperto É trocar minha vontade Por algo maior É chorar cansado E ainda assim dizer Seja feita a Tua vontade Ó Senhor Quando eu tento ser o autor O enredo perde a cor Mas quando entrego a caneta A graça pinta o que faltou Ter fé é assinar uma folha em branco E entregar a caneta ao Autor de tudo É respirar bem fundo É segurar o pranto E dizer faça a Tua vontade Ó Senhor! O Autor de tudo (Ó Senhor! O Autor de tudo) Se a linha vier torta Talvez seja só o começo De um parágrafo de cura Que eu ainda não reconheço Eu descanso a minha caneta Sobre a mesa do Teu querer Se a história é Tua promessa Eu escolho te pertencer Se a linha vier torta Talvez seja só o começo De um parágrafo de cura Que eu ainda não reconheço Eu descanso a minha caneta Sobre a mesa do Teu querer Se a história é Tua promessa Eu escolho te pertencer Ter fé é assinar uma folha em branco E entregar a caneta ao Autor de tudo É respirar bem fundo É segurar o pranto E dizer: Faça a Tua vontade Ó Senhor! O Autor de tudo Ter fé é assinar uma folha em branco E entregar a caneta ao Autor de tudo É respirar bem fundo É segurar o pranto E dizer: Faça a Tua vontade Ó Senhor! O Autor de tudo (Ó Senhor! O Autor de tudo)