Zão

Os Azeitonas

Composição de: Miguel Araújo / Francisco Lampreia
Dir-me-ão se não é uma situação tão caricata
É o fim, e a mim, estar assim, mal do  rim, enfim, quase 
mata
Meu amor é a dor deste choro de amor qual suor desidrata
É um jeito no peito desfeito que contrafeito aceito, gata
Aliás dir-me-ás se és capaz de ir atrás ver que estás sendo
 assaz insensata
Situação caricata como nó de gravata que não ata nem desata
Não me dão razão mas eles não  saberão vê-lo
Criticam instigam e picam  e ficam com dor de  cotovelo

Zão zão zão quero ver-te
Zão zão zão quero ter-te
Zão zão zão quero dar-te
Zão zão zão obter-te, zão

é um mal tão fatal, de tal modo infernal, tal e qual o de 
Dantes
rocambolesco, dantesco, pior que ceausescu é a unesco que 
garante
berbicacho sem tacho nem pacho, golpe baixo, que eu acho 
irritante
o que sinto, não minto, só finto ao quinto absinto com 
espumante
perco a fé, marcha a ré, mas prá frente é que é já diz che,
  el comandante
dir-me-ão se não é uma situação desconcertante

Não me dão razão mas eles não  saberão vê-lo
Criticam instigam e picam  e ficam com dor de  cotovelo

Zão zão zão quero ver-te
Zão zão zão quero ter-te
Zão zão zão quero dar-te
Zão zão zão obter-te, zão
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Não vai servir resistir vais ouvir repetir um zunir 
incessante
Meu pedido sentido repetido ao ouvido como altifalante
Podes  fugir ir e vir a Alcácer Quibir, nada que te adiante
Ter mais  desdém que ninguém aquém e além ousou antes
Será dado este ousado recado em todo o lado que é mais 
forte e pesado que elefante
é assim que no fim voltarás para mim e não há querubim que 
não cante

Não me dão razão mas eles não  saberão vê-lo
Criticam instigam e picam  e ficam com dor de  cotovelo

Zão zão zão quero ver-te
Zão zão zão quero ter-te
Zão zão zão quero dar-te
Zão zão zão obter-te
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