Depois da lida sentava
Em frente o rancho a matear
E no horizonte seus olhos
Ficavam a procurar
Uma poeira de estrada
Ou qualquer sinal de vida
Que identificasse a volta
De sua prenda querida
Mas qual nada acontecia
A esperança era pouca
E aquele mate de espera
Lhe queimava o céu da boca
Então pegando no pinho
Abraçando com carinho
Cantava com a voz rouca
Gauchinha, gauchinha
Tens pena da minha dor
Eu te peço, queridinha
Um pouquinho só de amor
A dor que tinha em seu peito
Ficava então mais forte
Como é que um índio tão bueno
Era de tão pouca sorte?
Pois em rodeio de amor
A gente nunca se amarra
Mas o laço de um olhar
Lhe pealou de cucharra
E no vazio que vivia
Na imensa solidão
Cutucava bem mais forte
Página 1 / 2No fundo do coração
Quanto mais triste ficava
Aí então que cantava
Abraçado ao violão
Vim lá de fora
Sou laçador
Só não pude laçar até agora
O meu amor
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