Olho no seus olhos
Como um retrovisor
Vejo o farol do carro
Olha agora ele passou
Tudo faz sentido
E tudo deixa de fazer
Quando alguém te deixa
Ou quando alguém te faz sofrer
Agora não vejo
Agora não quero
Agora queria
Saber como você e eu seriamos
Uô, ô, ô, ô, ô
Olha o dono latindo
Com a coleira no pescoço
Olha o cão sorrindo
E o dono pegando o osso
Tudo está fora de si
E eu nem estava lá
Para ver o cão sorrir
Agora não vejo
Agora não quero
Será que você sente
O que eu sentia por você
Tudo está passando
Tudo está fora do ar
Eu tento correr
Mas não consigo escapar
Eu vejo tanta gente
Página 1 / 3Sem ter nada pra fazer
Deitado a tarde inteira
Esperando o anoitecer
Eu vejo tanta gente
Através daquele muro
Reclamando a vida inteira
Ou então escutando tudo
Agora não quero
Agora não posso
Procuro ver meus erros
Pra não errar mais no futuro
Uô, ô, ô, ô, ô
Eu vejo as formigas
Trabalhando feito um burro
Procuro vir sentido
E não importa o que eu escuto
Eu vejo os pregadores
Pregando sobre deus
Eu vejo as promessas
E todos dizendo adeus
Agora seria
Tudo pode acontecer
Eu quero ter meus filhos
E ver eles crescerem
Uô, ô, ô, ô, ô
Eu vejo tanta vida
Eu vejo tanta fome
Eu veja tanta vida
Esperando até morrer
Eu vejo outro lugar
Outro alguém no seu olhar
Eu vejo tanta coisa
Página 2 / 3Que ninguém sabe explicar
Quem sabe onde eu ando
Quem sabe onde estou
Eu falava tanta coisa
E de nada adiantou
Uô, ô, ô, ô, ô
Eu vejo uma barata
Que topa qualquer parada
Eu vejo ela fugindo
Das minhas próprias chineladas
Eu vejo uma barata
Bem no bico da garrafa
Ela arrota na minha cara
E diz que é pela chinelada
Um dia pego uma barata
E dou tanta chinelada
Um dia eu mato essa barata
Agora vive desgraçada
Uô, ô, ô, ô, ô
Eu sou
Eu sou
Eu sou...
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