Endorfina

Petrichor

Composição de: Wes Di Castro / 031 Inglório / Petrichor
Vendemos a todo tempo a nossa essência
Libera endorfina pra geral e nem sabe se é vão

Nos sentimos tão distantes
Do que sempre fomos
Eu me sinto ruim
Eu me sinto mal

O toque da linda
Que colaborou
Quando eu me elaborei
Vivendo num caos

Como que essa vida
Irá virar sonho
Se meus pesadelos
Parecem reais

E o fim da linha
Me mantém num coma
Onde eu vejo que somos
Só meros mortais

Meus canais no meu televisor
Plantamos o ego esperando o amor
Essa é a face da cura, ninguém me segura
Ou chega onde eu tô

Cês lembra da dor
Eu lembro do processo
Vira e mexe eu tô sem resultado
Ainda que eu berre, o berro
Se tá disponível eu ferro

Viro febre, doenças pro cerébro
Onde que eu erro?
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Mas se eu me mato, eu viro um sucesso!

Oh grande universo, cê anda disconexo
Querem que evolua e aplaudem a morte e o sexo

O mínimo complexo
A facilidade invade minha nave
Eu me vejo no inferno
Mas porque que eu amo esse inferno?

Ei por favor, não estrague a tua vida
Como o filho dela estragou
Seja feliz, contudo carregue sua própria dor
Por que tu não existe pra dar teu melhor pros outros
Ei por favor, ei por favor

Vendemos a todo tempo a nossa essência
Libera endorfina pra geral e nem sabe se é vão

A ansiedade nos corrói aqui dentro
Nem sei porque minha vontade adormeceu
Larguei os estudos pra continuar vivendo o sonho de menino
É arriscado mas é meu
Ápice das dunas da conformidade
Dormimos tarde
Tudo bem nesse caos avançado à sociedade
E ela para não
Então pegue minha mão
Viajamos longe, por favor - estamos prestes a explodir
A explosão faz mais argumentos pra adiar meu tempo
Ando pelas ruas - noite fria, a solidão para não
Me largou na contra-mão
Um viés de dúvida paerando o hábito retrátil da razão
A modernidade afastando a humanidade
Mil cidades, mil linguagens em só um problema
Nem vale a pena
Nem sabe se tudo isso é de verdade

Vendemos a todo tempo a nossa essência
Libera endorfina pra geral e nem sabe se é vão
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