O problema é que o sus não alivia
E o tráfico convida
A vida é oprimida via satélite
Em hd, caixa preta de imagens coloridas
Eu queria dizer que como coração perdido
Na grande babilônia e sem sentimento
Aquilo que te ilumina e purifica é a chuva
Mas pra chuva hoje tá sem tempo
Cada qual no seu canto, na terra rola a discórdia
Na vida foge do pranto, no inferno tem muita história
Quem muito precisa de concreto, mete os burro n'água quando
percebe
Que o abstrato é o que tá mais perto, daquilo que te remete
Ao que não se pode ver, aquilo que só pode se sentir
Certezas existem para crer, incertezas fazem descobrir
Que o mundo já era assim, quando a gente chegou
Um ano a mais, mais perto do fim, vontade de voltar ao que
passou
Se contenta com o que sobrou, várias fita, de nada adianta
agora
Dinheiro vai, novos amigos vem, o que se busca está lá fora
Mulheres que apareceram, momentos que não vão voltar
Talvez nem sempre estivesse certo
Mas sempre ajudando pra poder somar
O mapa eu não tenho, mas do lugar de onde venho
Desde pequeno já se aprende, não falhe no seu receio
Boas pessoas existem, mas nem todo dia a gente sabe
E fica sem esperança, antes que o dia nasça a gente parte
Busca a resposta, e mais uma vez vê que é difícil
Mas antes tentar e não conseguir, do que ser mais um
submisso
Submetido ao que não gosta, guiado rumo a fossa
E o corpo entorta, já faz mó cota, mas quem disse que
importa?
O que importa de verdade, no momento que não se atrase
Sem alarde, pioiage, perto da elevação e longe da maldade
Mas o que você imaginava? Que invadia minha mente
Enquanto a água gelada minha pele tocava?
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