É O tempo passa, mas o peso Esse continua igual Olho pro espelho e não vejo o que eu era A vida é um inverno, esperando a primavera Caminhei descalço em cima dos estilhaços Tentando montar o que sobrou dos meus abraços A voz embarga, o peito aperta o nó No meio da multidão, eu ainda me sinto só O silêncio grita mais que qualquer trovão Eu transformo o luto em uma composição E o que era dor, virou minha libertação Eu sou eterno no que eu escrevo, você sabe bem Cicatrizes de vidro que ninguém mais tem! O mundo gira e eu sigo focado no topo Bebendo o veneno e brindando com o copo Eles querem minha queda, mas eu sou o vento Imortalizei minha alma nesse momento! Não é sobre a máquina, é sobre o coração A minha alma grita nessa vibração Sentimento real, sem nenhuma simulação A evolução não para Só o silêncio é o que restou de nós