O céu escureceu, a terra estremeceu O Cordeiro calado pro matadouro desceu Cuspiram na face do autor da criação Cravaram as mãos que moldaram o chão Isaías já sabia, o salmo já cantou O preço da minha alma, alguém já pagou Foi cravado por mim, foi rasgado por mim O sangue desceu do madeiro sem fim O véu se partiu, o inferno tremeu O justo morreu pra que não morresse eu Trinta moedas de prata, o beijo da traição Barrabás na rua, o inocente na prisão Coroa de espinho enterrada na carne Cada gota no chão gritava: Eu te amo, não te engane Isaías já sabia, o salmo já cantou O preço da minha alma, alguém já pagou Foi cravado por mim, foi rasgado por mim O sangue desceu do madeiro sem fim O véu se partiu, o inferno tremeu O justo morreu pra que não morresse eu Deus meu, Deus meu Por que me desamparaste? Ele não respondeu Não porque não ouviu Mas porque se respondesse Eu é que teria morrido Está consumado Mas no terceiro dia a pedra rolou O túmulo vazio confirmou A morte mordeu, mas quebrou o dente O leão de Judá se levantou vivente Foi cravado por mim, foi rasgado por mim O sangue desceu do madeiro sem fim O véu se partiu, o inferno tremeu O justo morreu, mas depois ressuscitou Ressuscitou por mim Ressuscitou por mim Ele foi traspassado pelas nossas transgressões Esmagado pelas nossas iniquidades O castigo que nos traz paz estava sobre Ele E pelas Suas pisaduras, fomos sarados