Destroço

Romulo Fróes

Composição de: Nuno Ramos
Te asseguro meu destroço
A lã da tua carne contra minha boca
Deixa os astros bem acesos
Pela noite toda olhando para nós
E ponho o pano no buraco do teu grito
Eu te imito e teu único amigo sou eu

Agora agora agora
Alvorada, peito nu que rasga a arvore ai em frente
Espalha o lixo pelas ruas
Não me importa a porta aberta
Nem o fim do mundo meu e teu
Sou eu quem dança como um pierrô agora

Luz azul, subúrbio imundo
A boca que escondo dentro dessa minha boca grita
Onde onde onde quem você pensa que quem você pensa que é

Eu digo assim minha sentença
De morte contra a morta do cetim
Minha sentença de morte vai contra a morte do clarim

Isso eu faço, te asseguro em minha boca
Leva toda o peso da saliva e do veneno
Do escorpião, das horas velhas
E o silvo do trinado de um trem azul me salva

Escapaando ao pesadelo
E à fome de alegria
Escapando ao canto meu cinzento
Quando contamina o dia

Te asseguro meu destroço
A lã da tua carne contra minha boca
Deixa os astros bem acesos
Pela noite toda olhando para nós
E ponho o pano no buraco do teu grito
Eu te imito e teu único amigo sou eu

Agora agora agora
Alvorada, peito nu que rasga a arvore ai em frente
Espalha o lixo pelas ruas
Não me importa a porta aberta
Nem o fim do mundo meu e teu
Sou eu quem dança como um pierrô agora

Luz azul, subúrbio imundo
A boca que escondo dentro dessa minha boca grita
Onde onde onde quem você pensa que quem você pensa que é

Eu digo assim minha sentença
De morte contra a morta do cetim
Minha sentença de morte vai contra a morte do clarim

Isso eu faço, te asseguro em minha boca
Leva toda o peso da saliva e do veneno
Do escorpião, das horas velhas
E o silvo do trinado de um trem azul me salva

Escapaando ao pesadelo
E à fome de alegria
Escapando ao canto meu cinzento
Quando contamina o dia
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