Não há sorrisos nem avisos Das janelas dos vizinhos Nem histórias com memórias Que nos deixam mais sozinhos Perdidos, deixados, esquecidos, achados Entre o teu mundo e o meu Ah, será que está tudo bem? Ou será que só vês o que te convém? A olhar, a olhar Hás-de fintar tudo e todos Aos olhos de quem Não há becos sem saída Proibida e bem fechada a sete chaves Foge o pé para outros olhos embaciados Solta a rima consoante as vogais que lhe ensinam A correr nas linhas nuas Com sentido ao contrário Entre o teu mundo e o meu Entre o teu mundo meu Entre o meu mundo teu Entre o teu mundo e o meu A olhar, a olhar Hás-de fintar tudo e todos Aos olhos de quem Entre o teu mundo e o meu Entre o teu mundo meu Entre o meu mundo teu Entre o teu mundo e o meu A olhar, a olhar Hás-de fintar tudo e todos Aos olhos de quem Por quanto tempo? Por quanto tempo mais? A olhar, a olhar Hás-de fintar tudo e todos Aos olhos de quem